Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Gosto de "statements", isso sim.
Mas não gosto de fundos.
Pensei " porque não dedicar-me à pintura?", mas a pintura tem uma pressão que o desenho não tem. E no desenho a forma vale por si só. Na pintura sinto necessidade de fundos. Não é uma coisa da pintura, é uma coisa minha.
Nunca senti um interesse especial pelo Hockney, mas não consigo deixar de me sentir inspirada de cada vez que olho para a sua obra.
É desenho, é pintura, é retrato sem complexos.
É aquilo que eu queria de fazer, mesmo que não fosse aquilo que gostasse de ver.
É alívio.
É fazer porque sim, porque precisa de ser feito, sem preocupações com a crítica (digo eu, não ele).
Sempre que a arte é feita sem preocupações com a crítica, é bem sucedida, mesmo que não se torne pública. A verdade tem que estar dentro da arte para que esta possa ser grande.
Gosto de formas, não gosto de fundos. Gosto de ver coisas que não gosto de fazer, e vice-versa.
O prazer de fazer, como um jogo ou uma terapia/catarse, também podem ser válidos.
Preciso fazer mais e falar menos!
Quarta-feira, 21 de Março de 2012
Mesquitinhas e sandes de cavala

Quinta-feira, 15 de Março de 2012
Vaca velha, enquanto era nova*
Sábado, 10 de Março de 2012
Viena rima com problema
Quinta-feira, 1 de Março de 2012
Enquanto a menina dorme
Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
Dedos apontados
Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
Ninguém leva a mal!

Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
E levantei-me ao meio dia! Imagina que tinha sido às 9h...
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Vista do sofá
Então, além de não termos subsídio de férias, contrato e subsídio de desemprego, também não vamos ter um lugar no céu??
Parece que o máximo que teremos do céu serão as antenas que vemos das janelas em dias de preguiça ou de pouco trabalho, até que a TDT acabe com isso!
Ele há coisas do diabo!...
Sábado, 28 de Janeiro de 2012
As verdades absolutas da Delta

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Espirros divinos
Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
Benfas

Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011
Carrinho ou carroça
Se alguém conseguir identificar, agradeço!

Quarta-feira, 22 de Junho de 2011
Estava ao piano, a ouvir uma guitarra, quase quase a partir-se contra o chão
Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
Pj Harvey e Montemor-o-novo


Terça-feira, 31 de Maio de 2011
PALÁCIO!
Terça-feira, 12 de Abril de 2011
Sardinha pia abaixo!

Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011
Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
Hibisco

Entretanto já as vejo a dobrar! É o mal de deixar tudo para a última da hora...típico!
Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011
Duas gajas, 60 desenhos
Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010
Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
Migalhas #Novembro
Terça-feira, 26 de Outubro de 2010
Fina Umbelina
Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010
Cópula, percebes?
Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
abelharucos em abelhas
Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
sushi time!


Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010
Entre o Céu e o Inferno
Sábado, 28 de Agosto de 2010
Roberta, a ex-Ronalda
Terça-feira, 24 de Agosto de 2010
trabalhos no inferno

Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
work in progress
Domingo, 20 de Junho de 2010
Fina Umbelina
Sexta-feira, 11 de Junho de 2010
Segunda-feira, 7 de Junho de 2010
Fina Umbelina
Às vezes cheira-me a infância. Aos piqueniques em família, aos Natais e Páscoas felizes, às férias de verão quando ainda eram grandes…
Vêm-me à ideia imagens que ficaram gravadas em slides e que substituíram as memórias que guardava na cabeça. Aquela luz que era a da manhã e de outro tempo, na bancada da cozinha dos meus avós em Valongo dos Azeites, ainda hoje me lembro dela. Ao lado do meu primo, ele com um ar envergonhado, eu desafiadora, aquele laranja-de-cortinado-e-de-móvel-de-cozinha batido pelo sol, e o poético contra-luz procedido por uma das falsas sopas que, como todas as crianças, gostava de fazer, trazem-me à memória tudo o que tinha de bom a minha infância, a altura em que todos os que amava eram vivos. Como se todas essas memórias tivessem passado a memórias após a morte trágica, quase Tarantinesca, da minha avó: Umbelina de Lourdes.
Num porquinho amarelo de porcelana, juntava dinheiro para me dar às escondidas dos outros netos. Se calhava a estarem por perto no momento da despedida, o dinheiro lá era dividido por todos e com um gesto brusco, quase nos aleijava quando nos enfiava o dinheiro no bolso. Mas tinha também outras técnicas. Nas cartas em que me escrevia, dentro de um papel químico, guardava uma nota e avisava sempre na carta que me enviava dinheiro, não fosse alguém nos correios ficar com ele. Mas, como tudo isto se passava nas costas do meu avô, teve que deixar de me avisar porque ele, também nas costas da minha avó, lia as cartas. Ora como ela me mandava dinheiro às escondidas, passou a marcar as cartas com uma cruz, e assim eu saberia que era suposto encontrar um tesouro lá dentro. Claro que o meu avô sabia o que a cruz queria dizer… A última nota que recebi era de dois contos.
Dizia que tinha um nome fino, à francesa, até que, numa investida ao cartório de São João da Pesqueira, terra do homem com o maior bigode de Portugal conhecido até à data, descobri que aquele Lourdes não tinha o ou de que tanto se orgulhava. Fora apenas uma coisa de que se convenceu, não se sabe bem porquê, já que nem no bilhete de identidade tal nome aparecia. Descobri também que andou uma vida inteira a comemorar o seu aniversário dez dias depois do que devia e que também esta informação estava no bilhete de identidade. Foi preciso ir ao cartório para nos lembrarmos de confirmar todas estas informações, no documento que ela tinha em casa…
Sempre que me cheira a lareira, cheira-me à minha avó, quando chegava da terra com uma grande caixa de cartão cheia de uvas, azeite e jeropiga, tiradas do porta-bagagem da carreira de São João da Pesqueira, a terra do homem com o maior bigode de Portugal conhecido até à data. Vinha para Queluz, para a nossa casa, com o seu cabelinho acabado de arranjar, cheio de pequeninos caracóis e estranhos reflexos azulados. Vinha da terra para a cidade, onde viveu metade da sua vida e onde queria acabar depois de morta. Foi feita a sua vontade.
Há já uns tempos que não sonho com ela. Mas quando acontece, vem, como todos os meus mortos, passar umas férias a este mundo. Às vezes volta definitivamente e fica no ar a questão “então e não morre, nunca mais?”.
Esta foi a minha avó, durante 20 anos. Umbelina de Lurdes, nascida e morrida na terra, que estes olhos há-de comer.
Junho de 2010
Bom mas bom!

Domingo, 23 de Maio de 2010
ASNEIRA e Löbo

Segunda-feira, 10 de Maio de 2010
mini-flor-super-dedo

Terça-feira, 4 de Maio de 2010
Migalhas





Já podem saber. Estas são as ilustrações que podem encontrar por aí em individuais de mesa, pelos restaurantes de Lisboa e não só. É a agenda cultural Migalhas do mês de Maio. Embora esteja lá o nome de outra ilustradora, não se deixem enganar! São meus! :)
Quarta-feira, 21 de Abril de 2010
Voltando atrás...
Sexta-feira, 9 de Abril de 2010
Depois de tanto tempo...
Quarta-feira, 17 de Março de 2010
Exposição NÓS em Corroios

É a última de 4 exposições e com ela encerro este ciclo de nós. Espero por vocês às 16h na Galeria Municipal de Corroios, com uma garrafa de moscatel na mão! :) Estou a tentar aliciar-vos com alcool, não sei se perceberam...













